sábado, 2 de junho de 2012

Biografia de Walcyr Carrasco


Bibliografia do Walcyr Carrasco - As pequenas surpresas de seu cotidiano


O jornalista Walcyr Carrasco nasceu no interior de São Paulo, na cidade de Bernadinho de Campos, em 1951. Quando tinha 12 anos já comecou a escrever e aos 17 tinha seu primeiro trabalho publicado: uma crônica romântica no jornalzinho da igreja de sua cidade.
Gostou tanto da experiência que não parou mais de escrever: foi colaboradora da revista infantil Recreio, que foi grande sucesso dos anos 70 e lançou nomes como Ruth Rocha e Ana Maria Machado no universo da literatura infantil brasileira.
Atualmente, suas crônicas saem em revistas como Veja São Paulo, da qual selecionamos os trinta textos, que primam não só por serem bem escritos, mas também pelo fino senso de humor que elas contém.
Walcyr tem vários livros infantis publicados, entre eles o divertido Balança coração, e o comovente Vida de droga, ambos pela Sinal Aberto da Ática. Além dos livros, Walcyr também escreve novelas para televisão e peças de teatro, tanto para adultos quanto para crianças. Uma das peças infantis que adaptou, Peter Pan, recebeu o Prêmio Mambembe de Teatro como melhor espetáculo do ano.
Walcyr Carrasco não gosta só escrever, não: também adora ler. Durante a infância, se divertia com as aventuras da turma do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato.
Quando passou para a adolescência, um livro lhe mandou profundamente:O apanhador no campo de centeio, de Sallinger.
O ato de escrever, para Walcyr, é apaixonante. A única coisa que ele espera e que as pessoas consigam atingir na leitura o mesmo prazer que ele tem ao escrever. O escritor não tem preferência por nenhum gênero literário. Para escrever crônicas, contos ou até novelas de televisão, ele conta com seu estado de espírito na hora em que senta diante do computador no escritório de sua casa, geralmente a noite ou de madrugada.
No mais, Walcyr é bem parecido com os próprios textos: simpático, bem-humurado, observador. Gosta de estar com as pessoas, conhecê-las e conversar com elas, mas quando esta trabalhando fica tão envolvido pela história que acaba fazendo dela sua melhor companhia.

Biografia Julio Verne


Júlio Verne (1828 - 1905)

BiografiaJúlio Verne
Júlio Verne foi escritor, ensaista e escreveu também para o teatro, tornou-se famoso por suas obras onde a aventura e as grandes descobertas científicas são o tema de seus enrredos, também é considerado um visionário já que muito antes do homem viajar para a lua, ou da invenção do fax ou do submarino nuclear, Verne já colocava ao dispor de seus leitores essas joias da tecnologia.
Júlio Verne nasceu em 1828 em Nantes cidade pitoresca da França, aos vinte anos com o intuíto de estudar direito muda-se para Paris era o ano de 1848. Apaixonado pela literatura e pelo teatro logo começa a escrever peças e incentivado por Alexandre Dumas (Pai) , estréia sua primeira peça em 1950 "Palhas Quebradas" , neste mesmo ano começa a trabalhar no Teatro Lírico de Paris.
Em 1851 demonstra um grande interesse pelas novas descobertas científicas e pela geografia, ciências pelas quais sempre teve fascínio porém agora ele as estuda mais seriamente visando seu propósito maior escrever suas obras.
Em 1857 casa-se com Honorine-Anne-Hebe Morel e para manter a casa se emprega na Bolsa de Valores de Paris, mas sem deixar de lado seus escritos.
Em 1862 ele apresenta a editora Hetzel a obra " Cinco Semanas em um Balão" a venda desse livro foi um sucesso primeiro na França e depois no mundo seu editor fecha um contrato com Verne de vinte anos, com os ganhos de suas futuras obras ele pode abandonar seu emprego na Bolsa de Valores e se dedicar inteiramente a literatura.
Júlio Verne é convidado por sua editora a colaborar em uma nova revista chamada: Revista de Educação e Recreação , ele manda seus primeiros escritos para lá.
Capa da edição brasileira de Robur o ConquistadorEm 20 de março de 1864 na estréia da revista seu conto é publicado, assim nascem várias de suas obras mais conhecidas: Viagem ao centro da Terra e As aventuras dos Capitão Hátteras.
A partir de 1865 ele pública, Da Terra a Lua
 e Ao redor da Lua, estes últimos lançados em capítulos publicados no Journal des Débats. Outras obras se seguiram: A volta ao mundo em oitenta dias, Vinte mil léguas submarinas e A esfinge dos gelos.
Em Vinte mil léguas submarinas aparece o Nautilus , submarino com dispositivo semelhante ao mecânismo termo nuclear utilizado atualmente, conhecemos também um dos seus personagens mais famosos Capitão Nemo. Que sonha em construir uma base submarina para sua nação utópica e organizada utilizando a energia nuclear para suprir as necessidades de abastecimento desta base.
Em 1880 Júlio Verne muda seu contexto otimita e começa a críticar e mostrar sua descrença no futuro da humanidade e o uso que esta daria aos avanços tecnologicos assim ele escreve Robur o Conquistador, que através de sua máquina voadora chamada de Albatroz traz pânico para os moradores de vários países, uma espécie de caricatura dos países que detinham o poder na época e que estavam prestes a detonar a Guerra Franco-Prussiana e posteriormente a Primeira Guerra Mundial.
Em 1994 seu manuscrito Paris no séuclo XX foi lançado, esta obra tinha sido recusada pela editora Hetzel no fim da década de 1880. Neste livro Verne nos mostra um futuro depressiva, muito diferente de suas obras otimistas anteriores a 1880, nesta obra podemos constatar a fama de visionário de Verne, onde ele narra sobre uma Paris super povoada, contrastes de perfis sociais e economicos, metrôs lotados e aparelhos semelhantes ao nosso fax.

Lua

Algumas de suas obras em língua portuguesa:
Vinte Mil Léguas Submarinas.
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias.
Um Capitão de Quinze Anos.
Viagem ao Centro da Terra.
Cinco Semanas em um balão.
A Ilha Misteriosa.
Da Terra a Lua.
Viagem ao redor da Lua.
Miguel Strogoff.
Os Filhos do Capitão Grant.
A Escola dos Robinsons.
O Doutor OX.
A Invasão do Mar.
Três Russos e Três Ingleses.
Norte Contra Sul
O Capitão Hátteras.
O Farol do Fim do Mundo.
A Esfinge dos Gelos.
Paris No Século XX.
A Ilha Misteriosa (Nautilus reaparece nessa aventura)
A Procura dos Náufragos.
Meridiana
A Casa a Vapor.
A Jangada.
O Arquipélago de Fogo.
A Serpente do Mar.
Os Sobreviventes do Jonathan.
Robur o Conquistador.
O Senhor do Mundo.

Júlio Verne morreu em 24 de março de 1905, ao todo escreveu 80 romances e montou 15 peças de teatro, sozinho ou com colaboradores, no início era considerado um pouco à margem das grandes obras e escritores da época (seculo XIX), porém sua imaginação prodigiosa e suas histórias fantasiosas conquistaram um público cativo que ávido por aventuras e descobertas científicas viram na obra de Verne uma válvula de escape. Suas obras falam da humanidade e seu futuro com grande esperança, concebendo várias conquistas no mundo tecnólogico que estava prestes a começar no final do século XIX.


 

Biografia de Pedro Bandeira


Pedro Bandeira de Luna Filho (1942) é escritor brasileiro de livros infanto-juvenis. Se destacou com a obra "A Droga da Obediência". Recebeu, entre outro, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do livro.
Pedro Bandeira nasceu em Santos, São Paulo, em 9 de março de 1942, onde dedicou-se ao teatro amador, até mudar para a capital, onde estudou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP). Casou-se com Lia, com quem teve três filhos: Rodrigo, Marcelo e Maurício.
Além de professor, trabalhou em teatro profissional até 1967 como ator, diretor, cenógrafo e com teatro de bonecos. Mas desde 1962, já trabalhava também na área de jornalismo e publicidade, começando na revista "Última Hora" e depois na Editora Abril, onde escreveu para diversas revistas e foi convidado a participar de um coleção de livros infantis.
O primeiro livro "O dinossauro que fazia au-au", voltado para as crianças, fez um grande sucesso. Mas foi com "A Droga da Obediência", voltado para adolescentes, que ele considera seu público alvo, que se consagrou.
Desde 1983, Pedro Bandeira dedicou-se inteiramente à literatura. Ele garante que a experiência em jornais e revistas o ajudaram como escritor, uma vez que o jornalista é obrigado a estar preparado para escrever sobre quase tudo. Ele escrevia para revista de adolescente e para publicações técnicas. Foi aprendendo a criar um estilo para cada público.
Estudou psicologia e educação para entender em que faixa etária a criança acha o pai herói, com qual idade acha ele um idiota e quando está pronta para questionar tudo e todos. "Sem esse conhecimento é impossível criar um personagem com o qual o leitor que você pretende atingir se identifique". A inspiração para cada história, segundo o autor, vinha de livros que leu e nos acontecimentos de sua própria vida.
Criatividade nunca faltou ao santista, mas quando isso acontece, Pedro abre o e-mail de seu computador e começa a ler mensagens e cartas que recebe semanalmente de seus leitores de todo Brasil. "As vezes tiro idéias das cartas porque o conteúdo das mensagens são os mais diversos. Tem quem pede conselho sentimental, outros dizem que não se dão bem com os pais e já recebi até carta de presidiário. Tento responder a todas".
Pedro Bandeira é o autor de Literatura Juvenil mais vendido no Brasil e, como especialista em técnicas especiais de leitura, profere conferências para professores em todo o Brasil.
Já escreveu mais de 50 livros, entre eles a série "Os Karas", "A marca de uma lágrima", "Agora estou sozinha...", "A hora da verdade" e "Prova de Fogo".

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Biografia de Luís da Câmara Cascudo

                                     

                             
          Luís da Câmara Cascudo nasceu em Natal, RN, em 1898. Lendas e mitos, hábitos alimentares, folguedos, modos de falar e vestir-se, jogos infantis, práticas funerárias, superstições e costumes, tudo que constitui e enriquece a cultura popular brasileira foi alvo das pacientes pesquisas de Luís da Câmara Cascudo, cujos mais de 100 livros publicados conferiram-lhe a reputação de maior folclorista do país. Coletados os dados, ora em campo, ora em arquivos, punha-se o autor a relacioná-los aos índios, à África, a Portugal e à Idade Média européia, ou até mesmo a tradições asiáticas, para mostrar como as raízes do cotidiano do povo vêm com freqüência projetadas desde estratos remotos. Sua obra etnográfica e antropológica, estando sempre em sintonia com os avanços teóricos, foi, porém, toda realizada em linguagem criativa e saborosa, o que a põe ao alcance do leitor comum, sem prejuízo de manter-se como fonte obrigatória de consulta. Morreu em 1986. 
Suas obras foram:                                     1 Alma Patrícia (1921)
O Homem Americano e seus Temas (1933)
Uma Interpretação da Couvade (1936)
Peixes no Idioma Tupi (1938)
Seis Mitos Gaúchos (1942)
Lendas Brasileiras (1945)
Simultaneidade de Ciclos Temáticos Afro-Brasileiros (1948)
Geografia dos Mitos Brasileiros (1947)
Literatura Oral (1952)
Dicionário do Folclore Brasileiro (1954)
Superstições e Costumes (1958)
História da Alimentação no Brasil (1967-68)
Prelúdio da Cachaça (1968)
Civilização e Cultura (1973)
                                                                                              
fim

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Historia de vez em quando é muito bom!

RUTH ROCHA

O que os olhos não vêem
Havia uma vez um rei
num reino muito distante,
que vivia em seu palácio
com toda a corte reinante.
Reinar pra ele era fácil,
ele gostava bastante.

Mas um dia, coisa estranha!
Como foi que aconteceu?
Com tristeza do seu povo
nosso rei adoeceu.
De uma doença esquisita,
toda gente, muito aflita,
de repente percebeu...

Pessoas grandes e fortes
o rei enxergava bem.
Mas se fossem pequeninas,
e se falassem baixinho,
o rei não via ninguém.

Por isso, seus funcionários
tinham de ser escolhidos
entre os grandes e falantes,
sempre muito bem nutridos.
Que tivessem muita força,
e que fossem bem nascidos.
E assim, quem fosse pequeno,
da voz fraca, mal vestido,
não conseguia ser visto.
E nunca, nunca era ouvido.

O rei não fazia nada
contra tal situação;
pois nem mesmo acreditava
nessa modificação.
E se não via os pequenos
e sua voz não escutava,
por mais que eles reclamassem
o rei nem mesmo notava.

E o pior é que a doença
num instante se espalhou.
Quem vivia junto ao rei
logo a doença pegou.
E os ministros e os soldados,
funcionários e agregados,
toda essa gente cegou.

De uma cegueira terrível,
que até parecia incrível
de um vivente acreditar,
que os mesmos olhos que viam
pessoas grandes e fortes,
as pessoas pequeninas
não podiam enxergar.

E se, no meio do povo,
nascia algum grandalhão,
era logo convidado
para ser o assistente
de algum grande figurão.
Ou senão, pra ter patente
de tenente ou capitão.
E logo que ele chegava,
no palácio se instalava;
e a doença, bem depressa,
no tal grandalhão pegava.

Todas aquelas pessoas,
com quem ele convivia,
que ele tão bem enxergava,
cuja voz tão bem ouvia,
como num encantamento,
ele agora não tomava
o menor conhecimento...

Seria até engraçado
se não fosse muito triste;
como tanta coisa estranha
que por esse mundo existe.

E o povo foi desprezado,
pouco a pouco, lentamente.
Enquanto que próprio rei
vivia muito contente;
pois o que os olhos não vêem,
nosso coração não sente.

E o povo foi percebendo
que estava sendo esquecido;
que trabalhava bastante,
mas que nunca era atendido;
que por mais que se esforçasse
não era reconhecido.

Cada pessoa do povo
foi chegando á convicção,
que eles mesmos é que tinham
que encontrar a solução
pra terminar a tragédia.
Pois quem monta na garupa
não pega nunca na rédea!

Eles então se juntaram,
Discutiram, pelejaram,
E chegaram à conclusão
Que, se a voz de um era fraca,
Juntando as vozes de todos
Mais parecia um trovão.

E se todos, tão pequenos,
Fizessem pernas de pau,
Então ficariam grandes,
E no palácio real
Seriam logo avistados,
Ouviriam os seus brados,
Seria como um sinal.

E todos juntos, unidos,
fazendo muito alarido
seguiram pra capital.
Agora, todos bem altos
nas suas pernas de pau.
Enquanto isso, nosso rei
continuava contente.
Pois o que os olhos não vêem
nosso coração não sente...

Mas de repente, que coisa!
Que ruído tão possante!
Uma voz tão alta assim
só pode ser um gigante!
- Vamos olhar na muralha.
- Ai, São Sinfrônio, me valha
neste momento terrível!
Que coisa tão grande é esta
que parece uma floresta?
Mas que multidão incrível!

E os barões e os cavaleiros,
ministros e camareiros,
damas, valetes e o rei
tremiam como geléia,
daquela grande assembléia,
como eu nunca imaginei!

E os grandões, antes tão fortes,
que pareciam suportes
da própria casa real;
agora tinham xiliques
e cheios de tremeliques
fugiam da capital.

O povo estava espantado
pois nunca tinha pensado
em causar tal confusão,
só queriam ser ouvidos,
ser vistos e recebidos
sem maior complicação.

E agora os nobres fugiam,
apavorados corriam
de medo daquela gente.
E o rei corria na frente,
dizendo que desistia
de seus poderes reais.
Se governar era aquilo
ele não queria mais!

Eu vou parar por aqui
a história a que estou contando.
O que se seguiu depois
cada um vá inventando.
Se apareceu novo rei
ou se o povo está mandando,
na verdade não faz mal.
Que todos naquele reino
guardam muito bem guardadas
as suas pernas de pau.

Pois temem que seu governo
possa cegar de repente.
E eles sabem muito bem
que quando os olhos não vêem
nosso coração não sente.





Saiba mais sobre ...

Hoje eu quero falar um pouquinho mais sobre 
TAM TAM TAM TAM!!!
RUTH ROCHA
  
  É claro que é sobre uma escritora muito famosa escreve livros maravilhosos a maioria Infantis ,fez até companhia em eu livro com o Ziraldo criador do Menino Maluquinho é logico que vocês conhecem acho,mas se não e só escreverem nos comentários que eu falo um pouco dele.Mas voltando o assunto Ruth Rocha fez
uma parceria e um livro com Ziraldo o livro se chama "Um cantinho só para mim"    editora  Melhoramentos, mas não é para nossa idade mas sim para crianças menores.Ruth Rocha já fez muios livros  com Otavio Roth !!













Então é isso!!
Tchau Tchau
Bjs

Biografia Ruth Rocha

Escritora paulista (2/3/1931-). Uma das maiores escritoras de literatura infantil do país, com 130 livros publicados e 10 milhões de exemplares vendidos, sendo 2 milhões no exterior. Ruth Machado Louzada Rocha nasce na capital paulista em uma família de classe média, forma-se na Escola de Sociologia e Política de São Paulo em 1953 e começa a trabalhar como orientadora educacional no Colégio Rio Branco.
Em 1965 escreve artigos sobre educação para a revista Claudia. Dois anos depois assume a orientação pedagógica da revistaRecreio, na qual publica seu primeiro conto,Romeu e Julieta, em 1969. Deixa a Editora Abril no mesmo ano e inicia prolífera produção literária, inspirada na filha, Mariana. Marcelo, Marmelo, Martelo (1976) vende 1 milhão de exemplares.
Ruth Rocha De 1973 a 1981, volta a dirigir publicações infantis da Editora Abril, participa das coleções Conte um Conto, Beija-Flor e Histórias de Recreio e lança O Reizinho Mandão (1978). Em 1989 é escolhida pela ONU (Organização das Nações Unidas) para assinar a versão infantil da Declaração Universal dos Direitos Humanos, intitulada Iguais e Livres, publicada em nove línguas.
 Em 1990 assina a declaração da ONU sobre ecologia para crianças, Azul e Lindo - Planeta Terra, Nossa Casa. Em 1995 lança o Dicionário Ruth Rocha. É autora da série didática Escrever e Criar... É Só Começar, prêmio Jabuti de melhor obra didática em 1997. Em 1999 finaliza a versão infanto-juvenil de Odisséia, de Homero.